Como a IA irá impactar nossa força de trabalho? O que esperar da relação homem x máquina?

Uma coisa é fato: a Inteligência Artificial deixou de ser tema de filmes distópicos do futuro e já permeia nossa vida cotidiana. Este mês, nós, da SGA, embarcamos numa jornada de aprendizado e compartilhamento de informações sobre o universo da Ciência de Dados e Inteligência Artificial. Serão uma sequência de Webinares e conteúdos exclusivos com o propósito de compartilhar com você o que aprendemos até aqui. Quer se juntar a nós? Se inscreva aqui.  

Assim como em filmes como A.I: A Inteligência Artificial, de Steven Spielberg, onde um menino robô, David, é programado com emoções humanas para reconquistar o amor de sua mãe adotiva, as preocupações iniciais acerca da Inteligência Artificial eram: seremos substituídos? É possível se transcrever com exatidão o vasto campo das emoções humanas? Nossa força de trabalho dará lugar a máquinas super potentes?  

Já adianto: a IA nos filmes parece muito mais empenhada com a substituição do humano do que na vida real. O que isso quer dizer? Na prática, a IA surge para potencializar a solução de desafios que apenas o raciocínio humano consegue resolver. De forma simplista, a IA abarca um conjunto de técnicas e recursos estatísticos que, ao mapear padrões humanos de trabalho, consegue oferecer uma predição de padrões, comportamentos e práticas.  

Em 2018, escrevi um artigo sobre o avanço da Inteligência Artificial na Europa, muito motivado pela expansão de produtos e serviços do Grupo Alibaba. Na época, ainda, elenquei três questões centrais do impasse dessa expansão de tecnologia chinesa na Europa: as questões militares, os impactos trabalhistas, isto é, como o mercado se comportaria com a inserção de tais mecanismos tecnológicos e os impasses comerciais entre países. 

O que nos interessa, aqui, é explorar melhor essa relação homem x máquina e os possíveis desenhos para um mercado de trabalho que irá, cada vez mais, se apoiar em tecnologias como a Inteligência Artificial para maximizar seus resultados.  

Ainda em 2018, a União Europeia caminhou para a criação de um corpo jurídico e legislativo que, mesmo que abrangente, pudesse suportar o avanço de tecnologias disruptivas e suas interações com o espaço de trabalho humano. Para além disso, muito tem sido falado sobre ética no uso da IA e melhores práticas.  

Mas, na prática, como esse movimento tem acontecido?  

Os carros autônomos já vêm ganhando as ruas de muitos países. Com isso, muitos governos locais já sentiram a necessidade de revisar suas leis de trânsito para que elas permaneçam relevantes ante a esse cenário.  

Em outra perspectiva e, considerando que os dados são o combustível da IA, leis como a Lei Geral de Proteção dos Dados (LGPD) desempenham um papel fundamental no estabelecimento de limites para utilização de dados dos usuários – nós – para funcionamento de algoritmos, como, por exemplo os de IA.  

Em determinado (e recente) momento, especulou-se que as funções de analista iriam desaparecer, em função do avanço da IA. Mas assim como expliquei no artigo em que falo dos mitos de Big Data, é falacioso pensar que o algoritmo trabalhará por si só – é necessário um time afiado de cientistas de dados que consigam selecionar as melhores amostras, determinar causa e efeito e calibrar as técnicas para coleta e predição de dados em IA.  

Mas não sejamos ingênuos: a disrupção proposta pela IA vai muito além de “a tecnologia irá roubar nossos empregos”. É fato que todas as revoluções tecnológicas que aconteceram até então acabaram por mudar paradigmas profundos nas relações humanas. Especificamente, no caso da IA, ao promover uma automatização, gerenciamento e aprendizado rápido em cima dos processos, espera-se que atividades mais operacionais (o famoso “apertar botão”) sejam reduzidas a estratégias de Inteligência Artificial.  

É correto dizer que alguns segmentos serão “substituídos pelas máquinas”?  

Sim e não.  

Funções sim, segmentos não. E como em qualquer processo revolucionário, novas possibilidades se abrem para que as pessoas operem essas máquinas. Uma vez ouvi em uma conversa que a IA irá permitir que nós, humanos, trabalhemos de forma mais inteligente. Aqui na SGA, acreditamos no potencial transformador dessa tecnologia, justamente na capacidade de tornar nossas organizações mais estratégicas.  

Portanto, é correto dizer que, trabalhar menos horas, de forma mais direcionada, aplicando a tecnologia nos processos e obtendo análises preditivas precisas: esse é o futuro da relação homem x máquina.   

Tem dúvidas de como a IA consegue potencializar seus resultados? Fale com um de nossos consultores!  

Por Amanda Ramalho, Business Intelligence na SGA

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